Parti 1 – Como tudo começou.
O Universo é infinitamente enorme, cheio de mistérios, cheio de vida, cheio de mundos (…).
Era 18 de Junho de 1851. Algo estava diferente, os ventos sopravam mais que o normal, anoiteceu cedo aquele dia, e cada minuto em que Derick corria, seu organismo ultrapassava um novo limite; seus pés doíam, havia sangue em toda sua camisa, além de rasgos aparentemente feitos por garras de algum animal selvagem. Não se sabe bem quem é aquele garoto com um olhar desesperado e assustado, enquanto corria podia-se ouvir seu coração acelerado, arrítmico e no limite de seu trabalho. Aquele beco não tinha fim, as luzes dos postes piscavam, Derick parecia temer o pior, tropeçava algumas vezes que seu cabelo escuro deslizava em seu rosto, até que em um dado momento olhou fixamente para a saída do beco e de lá, podia-se ver uma casa um pouco antiga e mal pintada. Algo pareceu sair da boca do menino, algumas palavras que desencadeou uma sequência de ações, um rastro de fogo tomou conta do percurso em que ele havia feito, as luzes da casa acenderam e a porta abriu, ele entrou frenético, correu pare seu quarto; parou na porta e olhou calmamente para cada canto, e dali observou um pequeno baú vermelho, andou rapidamente em direção a ele, e o abriu com uma chave que estava em seu bolso, dali pegou um pequeno colar com um formato desconhecida, pronunciou algumas palavras, que jamais fora ouvidas em nenhum outro lugar do mundo, o colar brilha e a cada segundo, enquanto aquelas palavras estranhas eram pronunciadas, o colar aumentava a intensidade de seu brilho, até que em um pequeno gesto de sorriso de Derick, pode-se ver uma espada cravada em seu coração pelas costas, o colar se tornou pó enquanto perdia seu brilho e na presença da escuridão que ali se estabelecia, pode-se ver uma criatura, vestidas de trapos, cheio de tatuagens e feridas, além de um olhar frio e fúnebre, a criatura focou sua atenção ao sangue de Derick escorrendo pelo tapete do quarto e em cerca de minutos tudo o que havia no lugar, era apenas um jovem, de 19 anos assassinado em seu quarto. Algo ultimamente comum na cidade de Mistycvill.






Me sinto angustiado e triste, mas ainda consigo sobreviver com isso. Gostaria de falar sobre a neve e dizer o quanto me sinto confortado em pensar nela, pensar em todos aquelas bolas de água condensada… Flocos de neve…
Vôo entra as arvores sem folhas e faço os flocos me cercarem como um grande lenço em volta de mim gostaria de nunca sair deste lugar, nunca sair de meu sonho…